O MPF denunciou 35 pessoas por integrar organização criminosa que fraudou o INSS por mais de duas décadas, movimentando mais de R$ 86 milhões por meio do cadastramento e recebimento indevido de BPC/Loas, benefício destinado a idosos em vulnerabilidade. A investigação identificou 457 benefícios fraudulentos, dos quais 240 estavam ativos; com a interrupção dos pagamentos, evitou-se prejuízo futuro estimado em R$ 34,8 milhões.
A quadrilha se utiliza de pessoas reais, chamados “dublês biométricos”, que emprestavam sua imagem e impressões digitais para comparecer presencialmente a agências bancárias e do INSS, passando-se por beneficiários fictícios e concluindo os cadastros biométricos exigidos. A PF comprovou o mecanismo por meio de mais de 170 laudos papiloscópicos e biométricos, que identificaram a mesma digital vinculada a diversas identidades no sistema previdenciário. O MPF pede condenações, manutenção das prisões preventivas, ressarcimento integral dos R$ 86 milhões e bloqueio de bens dos denunciados.
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Consulta processual Ação Penal nº 6025137-87.2026.4.06.3807l
