Atendendo ao pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), a Justiça determinou o afastamento em definitivo da coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional Casa Mãe Social – Unidade I, após reconhecer graves irregularidades no funcionamento da entidade durante sua gestão; a investigação, iniciada em 2025 por denúncias de maus-tratos sistemáticos de conselheiros tutelares, professores e outras pessoas, revelou um ambiente de medo, rigidez disciplinar excessiva e centralização de decisões, com práticas incompatíveis ao bem-estar das crianças, como obrigação de acordar às 5 horas (incluindo bebês) para banho com jejum até as 7 ou 8 horas, proibição de alimentação fora dos horários mesmo com choro de fome, restrições ao acesso a medicamentos e serviços de saúde, ameaças de transferência como punição, interferência na atuação da equipe técnica e alteração de relatórios psicológicos, além de episódio em que uma criança foi impedida de ser acolhida durante a madrugada após a prisão da mãe, permanecendo na delegacia até a manhã seguinte.
Leia Mais Em: gch.adv.br
