A Polícia Federal pediu ao TRE-SP o afastamento cautelar imediato do prefeito do Município de Jaú, no relatório final de inquérito que apura corrupção, organização criminosa e crimes eleitorais.
A Operação Mídia Cativa, aponta a existência de um suposto “gabinete paralelo” destinado a manipular a opinião pública local. Segundo a PF, comunicadores, radialistas, influenciadores e administradores de páginas recebiam pagamentos clandestinos, para elogiar a gestão e atacar adversários com desinformação. O relatório também aponta que um empresário responsável por obras do estádio municipal teria sido coagido a fazer repasses via Pix a comunicadores indicados pelo gabinete para liberar medições e pagamentos da obra.
Foram indiciados o prefeito, um secretário e um ex-secretário municipal, dois empresários, sete comunicadores e a esposa de um deles. A Prefeitura afirmou que o caso tramita em sigilo e que o prefeito e a administração se manifestarão exclusivamente nos autos.
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