Nove vereadores de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, estão sendo investigados por destinar emendas parlamentares impositivas para associações inexistentes ou sem capacidade técnica para executar os projetos propostos, configurando um esquema de desvio de verbas públicas.
Entre as associações envolvidas, destaca-se o Instituto IGPN (Gestão em Políticas Públicas do Nordeste), que teria recebido mais de R$ 7 milhões em 2023, mesmo sem condições de gerir os contratos. A Polícia Civil identificou que o instituto foi criado recentemente, usando um CNPJ antigo, e tem ligações com empresários do ramo da construção civil, alguns dos quais estão foragidos.
A operação denominada “Alvitre” resultou em prisões, principalmente de duas advogadas e uma funcionária vinculada à instituição de ensino contratada, além da proibição judicial da continuidade dos repasses para as associações suspeitas.
