1) Ex-prefeito de Amparo (SP), um ex-secretário municipal de Administração e um ex-diretor do Departamento de Suprimentos foram condenados por improbidade administrativa. O Ministério Público apurou que a Prefeitura de Amparo realizou licitação para adquirir os itens com valores e quantidades muito acima das necessidades reais do município. Mesmo após o MPSP recomendar ao prefeito que as compras se baseassem em pesquisas amplas e atualizadas de mercado, o edital do pregão de 2017 repetiu as mesmas quantidades do ano anterior e incluiu itens em excesso, além de desconsiderar a existência de contratos de limpeza vigentes com empresas terceirizadas. Levantamento técnico do Ministério Público, com base em dados de supermercados locais, licitações de outras prefeituras e registros da Bolsa Eletrônica de Compras do Estado, apontou superfaturamento global de 125,6%, correspondendo a uma diferença de mais de R$ 1,3 milhão entre os valores licitados e os preços médios de mercado.
2) O Ministério Público apresentou à Justiça as alegações finais em face de atual vereador, ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP), acusado de, em 2018 e 2019, ter solicitado apartamentos a empresários em troca de liberação de alvarás de obras. A acusação pede apreensão de bens e dinheiro com condenação em regime fechado, além da perda de cargo. A defesa alega ilegalidades e nulidades no processo.
