A Câmara Municipal de Rio Claro (SP) cassou, por unanimidade, o mandato do vereador Dalberto Christofoletti (PSD) em decisão baseada no relatório da Comissão Processante que apontou quebra de decoro parlamentar. A cassação decorreu das investigações do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) força-tarefa criada pela Procuradoria Geral da Justiça para combater organizações criminosas, composto principalmente por promotores de justiças.
Dentre as supostas irregularidades foram apontados o desvio de cerca de R$ 814,9 mil durante sua gestão como secretário de Cultura (2021-2024), além de sua influência continuada sobre a pasta mesmo após assumir o mandato de vereador.
Christofoletti foi preso em maio, mas liberado em junho, e sua defesa anunciou que entrará com mandado de segurança alegando cerceamento do direito de defesa na sessão. Com a cassação, o suplente assume o cargo na legislatura 2025-2028.
A Câmara Municipal de Jarinu (SP) cassou o mandato do vereador Leandro Pastel (PP), por 11 votos a 2, sob a acusação de violar normas de conduta do cargo. A cassação foi motivada por quatro condutas específicas: tentativa de anulação de multas de trânsito próprias e de eleitores; divulgação prévia de locais de blitz de trânsito pelo WhatsApp, publicações que incitaram crimes e ataques à Secretaria de Mobilidade, e solicitação irregular de fiscalização em uma unidade de saúde da cidade. Durante o processo, o vereador negou a quebra de decoro, alegando que os áudios usados como prova foram estavam fora de contexto e que algumas mensagens não seriam do vereador. Apesar disso, a perícia confirmou a autenticidade das mensagens. Leandro Pastel afirmou que a cassação foi resultado de politicagem por ser o único vereador de oposição na Câmara dominada pela prefeita. A ex-vereadora Marlene Lorencini (PP) deve assumir o mandato após os trâmites legais.
